Defesa de policial investigado por forjar provas em BH contesta autenticidade de vídeo e pede liberdade
Advogado questiona legalidade da prisão e afirma que operação foi realizada com mandados judiciais válidos
A defesa do policial civil Rodrigo Otávio Andrade, investigado por participação em uma operação suspeita de fraudes em provas em Belo Horizonte, manifestou-se contra a legitimidade do vídeo divulgado e solicitou ao Judiciário a revogação da sua prisão ou a adoção de medidas alternativas, sustentando a inocência do cliente e dos policiais envolvidos.
Questionamentos da defesa sobre o vídeo e operação
Lúcio Adolfo, advogado de Rodrigo Otávio Andrade, afirmou não ser possível confirmar a origem ou se o vídeo divulgado da operação foi editado, colocando em dúvida sua autenticidade.
Ele também destacou que os policiais agiram munidos de mandados judiciais, com autorização do juiz, para realizar busca e apreensão na residência investigada.
Para a defesa, não há ilegalidade nos procedimentos adotados durante a ação policial.
Posicionamento sobre os investigados e presunção de inocência
O advogado acredita que os investigados pai e filho são culpados, especialmente após a apreensão de uma arma na casa, e que havia indícios suficientes para a investigação, incluindo menção a um possível apelido relacionado ao tráfico de drogas.
Defesa defende que os policiais envolvidos – Ana Luiza, Rafael e Rodrigo – também sejam tratados com o princípio da presunção de inocência, aguardando a perícia completa dos vídeos da operação.
Lúcio Adolfo alegou que possui um vídeo completo gravado pelos policiais que demonstra uma conduta educada e cortês, mas não o divulgou por sigilo processual.
Pedidos ao Judiciário e apresentação do policial
O advogado solicitou a revogação da prisão preventiva ou sua substituição por medidas alternativas, como tornozeleira eletrônica ou prisão domiciliar.
Após o indeferimento do pedido, o advogado realizou a apresentação voluntária de Rodrigo Otávio Andrade à Corregedoria de Justiça, reafirmando o compromisso com o processo judicial em andamento.
“Não vejo ilegalidade na busca e apreensão. Por quê? Porque um delegado pediu a busca e apreensão, e o juiz, depois de ouvir o Ministério Público, determinou a expedição do alvará para a realização da medida.”
— Lúcio Adolfo, advogado (2026-09-19T00:00:00Z)
“Eu gostaria que fosse concedido aos policiais — à Ana Luiza, ao Rafael e ao Rodrigo — o mesmo princípio: o da presunção de inocência, até que se investigue e se faça uma perícia nesses vídeos.”
— Lúcio Adolfo, advogado (2026-09-19T00:00:00Z)
“Fui buscar o juiz para tentar a revogação da prisão ou a transformação em uma medida alternativa. Quando foi indeferida, mantive o que já havia me comprometido e dizia a quem me ouvisse: se houvesse a revogação, eu apresentaria o Rodrigo; e se não houvesse, eu também o apresentaria.”
— Lúcio Adolfo, advogado (2026-09-19T00:00:00Z)
A defesa do policial Rodrigo Otávio Andrade mantém sua contestação quanto à divulgação do vídeo e alega legalidade da operação, ao mesmo tempo em que busca garantir a presunção de inocência para os agentes envolvidos e seus clientes investigados. A justiça ainda analisa os pedidos referentes à prisão do policial.
Fontes consultadas
- DEFESA DE POLICIAL INVESTIGADO POR FORJAR PROVAS EM BH CONTESTA VÍDEO E PEDE LIBERDADE — Itatiaia — 20 de setembro de 2026
Conteúdo produzido a partir de entrevista com o advogado de defesa divulgada pelo canal Itatiaia no YouTube.



