Jurista defende que STF deve abandonar protagonismo político e focar em proteger a Constituição
Marcelo Crespo comenta adiamento de sessão sobre atuação do ministro André Mendonça pelo presidente Edson Fachin
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), adiou a sessão marcada para discutir a atuação do ministro André Mendonça no caso envolvendo Alexandre de Moraes. Em meio a esse contexto, Marcelo Crespo, coordenador de direito da ESPM, destacou que o STF precisa abandonar o protagonismo político e retomar sua função primordial de guardião da Constituição.
Adiantamento na sessão do STF
O presidente do STF, Edson Fachin, decidiu adiar a sessão plenária que seria realizada para analisar a atuação do ministro André Mendonça em relação ao caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. A reunião estava agendada para a quarta-feira, 23 de setembro de 2026, mas agora ainda não há nova data definida para sua realização.
Este adiamento ocorre em um momento de grande debate público sobre os rumos da Suprema Corte e seu papel no cenário político brasileiro.
Crítica ao protagonismo político do STF
Marcelo Crespo, coordenador da área de direito da ESPM, comentou a decisão e o contexto atual da Corte. Segundo ele, o STF tem assumido um protagonismo político que foge à sua missão constitucional.
Para Crespo, é necessário que o STF deixe esse protagonismo e retome o papel para o qual foi criado: o de guardião da Constituição brasileira, atuando como um árbitro imparcial e técnico das questões jurídicas que se apresentam ao tribunal.
Relevância do debate sobre o papel da Corte
A atuação recente da Suprema Corte tem sido objeto de ampla discussão, especialmente quanto à independência, à imparcialidade e ao equilíbrio institucional entre os poderes do Estado.
O debate sobre a atuação dos ministros, como André Mendonça e Alexandre de Moraes, reflete a tensão existente em torno do papel do STF na política nacional e sua responsabilidade jurídica.
A decisão expressa pelo presidente Fachin ao adiar a sessão indica a delicadeza do tema e a necessidade de maior preparo e consenso entre os ministros para tratar dessas questões.
“A Corte precisa deixar protagonismo político e retomar papel de guardiã da Constituição.”
— Marcelo Crespo, coordenador de direito da ESPM (2026-09-17T19:51:01Z)
O adiamento da sessão pelo presidente do STF e a análise crítica de Marcelo Crespo evidenciam um momento de reflexão importante para a Corte e para o país, em que se discute o equilíbrio entre suas funções judiciais e o envolvimento em questões políticas. A expectativa é que o STF possa consolidar seu papel constitucional e garantir a estabilidade democrática no Brasil.
Fontes consultadas
- STF precisa deixar protagonismo político e retomar papel de guardião da Constituição, diz jurista — UOL — 17 de setembro de 2026
Conteúdo baseado em depoimento de Marcelo Crespo e informações do canal UOL no YouTube.




